sexta-feira, 16 de maio de 2014

O que dizer aos pais que escolhem não batizar os seus filhos? Dependendo dos motivos dos pais o que é bom fazer para ajudá-los a mudar de decisão

Aleteia


Pergunta:

Pouco tempo faz me tornei avô, com muita alegria. Mas o meu filho e sua esposa decidiram, no momento, não batizar a criança: decidirá ela, disseram, quando for maior. Tentei, com delicadeza, fazer com que mudassem de ideia. Eu, porém, sou uma pessoa simples, não sei exprimir bem aquilo que penso. O que poderei dizer a eles para buscar convencê-los?

Resposde o Mons Gilberto Aranci, Vice-presidente da Faculdade Teológica da Itália central e docente de Teologia pastoral.

Antes de uma resposta direta à pergunta, darei um conselho ao “avô”. O conselho é ir até o pároco para apresentar o problema e pedir a sua orientação sobre o mérito da questão. Digo isto porque, perante o texto da pergunta, é difícil compreender quais são aos verdadeiros motivos dos pais de não batizar o filho e como consequência responder adequadamente a pergunta a cerca de que coisa dizer a eles para que mudem de ideia.

Posso somente aqui especular duas situações nas quais pode ser amadurecida a decisão de não batizar o próprio filho. Duas situações que pedem duas atitudes diversas.

A primeira. Os pais não são crentes e por coerência não querem assumir uma decisão, batizar o filho, que não entra no pensamento deles. Exercitando o direito deles fundamental de pais e excluindo sua adesão à fé cristã, entendem deixar que o filho, na idade justa, faça a sua escolha de se batizar, ou não. Neste caso, creio que não existam margens tais para fazer compreender o valor cristão do sacramento do batismo em ordem à fé e à própria vida, e neste ponto “convencê-los” a rever a própria decisão. Neste caso eventualmente, como indicado pelos orientadores pastorais, se poderia conceder o batismo, se os pais aceitassem deixar a uma pessoa cristã, um parente ou um amigo, a responsabilidade da educação cristão do menino. Do contrário, “quando se encontra uma substancial indiferença religiosa e nenhuma garantia de uma futura educação cristão do filho, o pároco, depois de ter ponderado tudo com sabedoria pastoral, será bom que com delicadeza sugira de adiar o batizado”.

A segunda situação. Os pais são crentes, mas em nome da convenção de não querer impor ao próprio filho a própria escolha cristã, entendem deixar ao filho a liberdade de fazê-lo quando tiver intenção. Neste caso, ocorre a intervenção de uma pessoa, o pároco ou catequista, para oferecer aos pais as oportunidades para aprofundar o significado verdadeiro e profundo do sacramento do batismo. E assim, podem alcançar um autêntico convencimento, enraizado na fé despertada e redescoberta junto ao catequista e a comunidade cristã, do dever deles, mas também da alegria dos pais cristão de batizar o próprio filho.

A este respeito, são importantes as orientações pastorais que há anos estão presentes na prática da preparação dos pais ao batizado de seus filhos.

Retomo aqui algumas sugestões práticas. “Se nos pais se percebe hesitação, dúvidas, sobre a oportunidade de batismo, se pode perguntar a eles: Vocês pensam que seja melhor não batizar seu filho? Por quê? Nenhuma resposta dos pais é banal. Todos merecem atenção e respeito, para que exprimam a convicção deles. Em cada resposta, pois, tem sempre uma parte de verdade que ocorre colher e apreciar. Abre-se assim uma primeira troca direta, paciente e sincera com os pais, a partir da resposta deles. Somente se os pais não se sentem julgados, mas compreendidos, eles se tornam mais disponíveis a interrogar-se sobre a razão “mais alta” que leva a Igreja a batizar as crianças nos primeiros meses de vida”.

Neste ponto se pode continuar um diálogo tal que enriqueça e corrija as respostas dos pais mediante uma verdadeira e própria catequese batismal quanto à escolha da Igreja de batizar as crianças e para fazer amadurecer neles o sentido cristão.