segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Rio recebe Halleluya nos dias 13 e 14 de setembro‏

Quatro cidades brasileiras recebem o Halleluya em 2014. Depois de Fortaleza, em julho, Rio de Janeiro realiza o festival nos dias 13 e 14 de setembro de 2014, na Quinta da Boa Vista, a partir das 14h. A programação conta com onze atrações no palco, espaço Adventure, missas, Adoração, cursos, confissões, aconselhamento. Alojamento está à disposição do grupos que vêm de longe. O evento também é ponto de coleta da campanha Alimente a esperança – Ajude o Haiti.

A responsável pela organização da quarta edição do evento no Rio, Roneide Santos, destaca o clima de JMJ no HalleluyaRio. “É um festival em louvor e gratidão pelo que Deus realizou no meio de nós no Rio de Janeiro”, diz. Ela destaca que no domingo, 14 de setembro, a Igreja celebra a exaltação da Santa Cruz, uma forte memória da JMJ. E convoca a todos de todas as partes do Brasil: “Organizem caravanas. Vamos ter hospedagem“.

Programação

Show, teatro, stands, missa e Adoração vão agitar dois dias da "festa que nunca acaba". São onze atrações, sendo quatro de origem do Rio de Janeiro, cinco da Comunidade Shalom, uma peça teatral, e dois grandes nomes do cenário nacional.

No sábado, 13, Sambandorando, Olívia, Frutos de Medjugorje, Alto Louvor, espetáculo O Canto das Írias, Davidson Silva e Adriana sobem ao palco. No domingo, 14, é a vez de Cosme, Suely Façanha, Ana Gabriela, Missionário Shalom e Rosa de Saron.

Para além dos palcos, o entorno do HalleluyaRio é cheio de atrações. Espaço Adventure é o point da radicalidade. Tirolesa, pista de skate e parede de escalada vão fazer a galera suar e extravasar toda a adrenalina. O espaço também terá a realização de campeonato de Skate Street, batalha de rap, batalha de Hip Hop e workshop de dança.

Tenda de cursos, espaço da Misericórdia com atendimento de confissão, oração e aconselhamento, capela e os stands também movimentam o Halleluya.

No domingo, o festival é aberto com missa celebrada pelo arcebispo do Rio, cardeal Orani João Tempesta, às 15 horas.

Em 2014, o Halleluya segue para Mossoró (21 e 22 de novembro) e Natal (5 a 7 de dezembro). Em 2015, vai a São Paulo, nos dias 16 e 17 de maio.

Mais informações:
http://festivalhalleluya.org/riodejaneiro

Assessoria de Imprensa

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Nada Te Turbe - A Virtual Choir of Carmelites

A conversão pastoral da paróquia- Palavra do Arcebispo de Niterói para setembro

DOCUMENTO 100 – COMUNIDADE DE COMUNIDADES: UMA NOVA PARÓQUIA

A conversão pastoral da paróquia

No dia 23 de agosto, na Paróquia da Santíssima Trindade do Vicariato Alcântara, aconteceu a Assembleia Arquidiocesana de Pastoral. Arcebispo, padres, diáconos, religiosas e cristãos leigos, em número aproximado de 350 participantes, estávamos representando as paróquias, pastorais e movimentos de nossa Arquidiocese. Nesta Assembleia, eu fiz a apresentação do documento 100 da CNBB sobre a paróquia: COMUNIDADE DE COMUNIDADES. A mesma dificuldade que enfrentei para escrever a palestra estou encontrando para escrever esse artigo. É que o Documento 100 é muito rico, ousado, desafiador, corajoso. Grande demais para caber numa palestra ou num artigo. Por isso, peço que entrem em contato com o Documento 100. Que o leiam, o analisem, o manipulem, sublinhem, façam como que ele seja seu. Porque ele é seu. Foi pensado para você.

Começo perguntando o que você pensa sobre a comunidade onde vive e se dedica à construção do Reino. Como é a sua comunidade? Como deveria ser? Como são os contornos pastorais dela? Rígidos? Laxos? A estrutura paroquial enfrenta todos os desafios, porque foi construída tendo por referência a estrutura rural das pequenas cidades. As grandes cidades trouxeram novos desafios dos quais também a estrutura paroquial não ficou fora. Desafios são sempre bons: são revitalizantes. Sem desafio, a vida ficaria estagnada e estéril.

O Documento 100 é dividido em 6 capítulos. Capítulo 1 – SINAIS DOS TEMPOS E CONVERSÃO PASTORAL. É o capítulo dos desafios. Capítulo 2 – PALAVRA DE DEUS, VIDA E MISSÃO NAS COMUNIDADES. É a fundamentação bíblica do Documento 100. Capítulo 3 – SURGIMENTO DA PARÓQUIA E SUA EVOLUÇÃO. Nesse capítulo vemos a história do desenvolvimento do conceito e da prática paroquial. Capítulo 4 – COMUNIDADE PAROQUIAL. Esse é o capítulo da fundamentação teológica. Capítulo 5 – SUJEITOS E TAREFAS DA CONVERSÃO PAROQUIAL. Esse capítulo trata de todos nós, sujeitos de uma nova conversão pastoral. Capítulo 6 – PROPOSIÇÕES PASTORAIS. Esse é o capítulo dos novos tempos, novas urgências e esperanças.

O tom do Documento 100 é dado já no parágrafo 1. “Há séculos a paróquia tem sido a presença pública da Igreja nos diferentes lugares. Ela é referência para os batizados. Sua configuração social, entretanto, tem sofrido profundas alterações nos últimos tempos. A mudança de época da sociedade e o processo de secularização diminuíram a influência da paróquia sobre o cotidiano das pessoas. Há dificuldades para que seus membros se sintam participantes de uma autêntica comunidade cristã. Cresce o desafio de renovar a paróquia em vista da sua missão.”

A grande preocupação não parece tanto ser a da diminuição da influência da paróquia sobre o cotidiano das pessoas, mas as dificuldades de inserção dos fiéis na comunidade cristã. Aumentou a complexidade da vida. E os homens e mulheres ou foram deixados ou foram se deixando ficar à margem da comunidade cristã, tornando-se expectadores ou consumidores do espaço da fé. “Qual é a situação de nossas paróquias hoje? Quais são as causas de certo esfriamento na comunidade cristã? O que é preciso perceber para que ocorra uma mudança? Que aspectos merecem revisão urgente? O que é possível propor e assumir na pluralidade da realidade brasileira?” (Doc. 100, 7).

Por isso, formar pequenas comunidades é a proposta do Documento 100, o modelo de uma nova vida paroquial. “Basicamente, a conversão pastoral da paróquia consiste em ampliar a formação de pequenas comunidades de discípulos convertidos pela Palavra de Deus e conscientes da urgência de viver em estado permanente de missão. Isso implica em revisar a atuação dos ministros ordenados, consagrados e leigos, superando a acomodação e o desânimo. O discípulo de Jesus Cristo percebe que a urgência da missão supõe desinstalar-se e ir ao encontro dos irmãos.” (Doc. 100, 8).

Duas coisas são pedidas. Revisão: é preciso revisar a atuação de todos os ministros. E urgência: o discípulo tem urgência. Não tem pressa, tem urgência.

O capítulo 1 – SINAIS DOS TEMPOS E CONVERSÃO PASTORAL é rico, lindo e profundo: todo inspirado no Documento Gaudium et Spes, do Concílio Vaticano II. Aos novos, será preciso falar da Teologia da Esperança que impactou aquele Concílio. No início da década de 60, auge da Guerra Fria entre as potências militares da época, a esperança era a palavra mais linda que havia, aquela que mais tocava a realidade do momento, o rosto que a Igreja queria ter, a própria imagem do Deus da Revelação. Por isso, Gaudium et Spes: alegria e esperança.

Mas o meu espaço, aqui, acabou. Podemos nos encontrar aqui, no próximo mês, para ler o Documento 100 com o olhar da Igreja que está em Niterói, essa Igreja pujante e alegre, de gente do bem, que quer se entregar ao Bem Maior.

Volto meu olhar para o “grande sinal que apareceu no céu: uma Mulher vestida de sol”. Essa Mulher é a Igreja, cuja melhor representante é Maria. Ela nos dá constantemente à luz o Filho. O dragão, as forças implacáveis do sistema, sempre vai querer engolir o Filho que nos vem no seio da Igreja. Enquanto o Filho for arrebatado, a Mulher, a Igreja se recolherá ao deserto da alma, para repensar o pensamento, rever ações, avaliar resultados, reformar comportamentos, renovar o amor primeiro. Essa é a essência do Documento 100. Que ele nos renove por sua proximidade.

Até outubro, com mais Documento 100. A todos a minha bênção e meu carinho, sempre, sempre.
Fonte: SECOM

Niterói sedia Congresso Nacional de Maria Auxiliadora

A Associação de Maria Auxiliadora (ADMA), grupo da Família Salesiana, realiza entre os dias 5 e 7 de setembro, no Colégio Salesiano Santa Rosa, em Niterói, RJ, o Congresso Nacional de Maria Auxiliadora. O evento terá como tema “Auxiliadora, a virgem de Dom Bosco” e o lema: “Eu te darei a Mestra”. São esperados cerca de 300 participantes de todo o Brasil.


O Congresso será aberto no dia 5, sexta-feira, com uma missa. No dia 6, os participantes se reunirão em palestras, grupos de discussão e uma noite cultural. Para o dia 7, a programação prevê a adoração ao Santíssimo, na Basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e uma procissão até o Monumento da Auxiliadora, com a celebração de uma missa de encerramento do evento.

Sobre a ADMA


A ADMA foi fundada por Dom Bosco no dia 18 de abril de 1869, junto ao Santuário de Maria Auxiliadora, em Valdocco, Turim (Itália), com a finalidade de promover e defender a fé cristã junto ao povo simples. É um grupo da Família Salesiana que está presente em todo o mundo, especialmente junto às obras dos Salesianos de Dom Bosco (SDB) e das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA). Trabalha em comunhão e fidelidade com os pastores da Igreja e em colaboração com os outros grupos eclesiais, especialmente com os grupos da Família Salesiana.


O regulamento da Associação de Maria Auxiliadora foi escrito pelo próprio Dom Bosco, ele recomendava aos salesianos que propagassem a devoção à Virgem, com o título de Auxiliadora, em qualquer parte do mundo onde fossem. Por isso, é que hoje se fala da Virgem Auxiliadora como na Senhora de Dom Bosco. Atualmente, são mais de 30.000 associados no mundo.


Acontece/Inspetoria São João Bosco

Como Maria foi sempre Virgem?


Maria de Nazaré, a Mãe de Jesus Cristo, foi sempre Virgem? Santo Agostinho ensina que a perfeita e perpétua virgindade de Maria é um privilégio em honra à Mãe e à dignidade do Filho. Em seus escritos, não se cansava de dizer que “Maria concebeu Cristo, virgem; deu-O à luz virgem; e virgem permaneceu”1. Mas responder essa questão se torna um grande desafio se temos a consciência de que a virgindade dela não é simplesmente um estado ou privilégio, mas um mistério de Cristo, não significa apenas o estado virginal da Mãe do Senhor, mas também, e principalmente, a concepção de Jesus em seu seio. Por isso a pureza de Maria pertence ao mistério de Cristo. A este respeito, Santo Inácio de Antioquia nos ensina que “a virgindade é a forma por meio da qual Maria pertence a Cristo”2.


No pensamento de Santo Agostinho, a pureza de Maria foi tão santa e agradável a Deus, não porque a concepção de Cristo a preservou, impedindo que fosse violada, mas porque, antes mesmo de conceber, “ela já a tinha consagrado a Deus e merecido, assim, ser escolhida para trazer Cristo ao mundo”3. Por isso, Maria perguntou ao Anjo da Anunciação: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem?”4. Certamente, ela não teria dito isso se anteriormente não houvesse consagrado sua castidade a Deus. Nossa Senhora fez essa consagração antes de saber que seria a Mãe do Filho do Altíssimo5. Desse modo, ela já nos ensinava a “imitação da vida no Céu, em um corpo terrestre e mortal, em virtude de um voto e não de um preceito; e realizando-o por opção toda de amor, não por necessidade de obedecer”6.

A Igreja, à semelhança de Maria, é uma virgem desposada a um único Esposo, que é Jesus Cristo. Dessa forma, a Igreja toma como modelo a Mãe de seu Esposo e Senhor. “Pois, a Igreja, também ela, é mãe e virgem”7. Nossa Senhora deu à luz corporalmente a Cabeça do Corpo místico de Cristo, e a Igreja dá à luz espiritualmente os membros desse Corpo. Dessa forma, tanto em Maria quanto na Igreja, a virgindade não impede a fecundidade. Na Virgem Maria e na virgem Igreja, a fecundidade não destrói a castidade, pois a pureza da Igreja, semelhante à de Maria, está na integridade da fé, da esperança e da caridade. Estava no desígnio divino fazer germinar a virgindade no coração da Igreja, por isso, Cristo antecipou-a no corpo de Maria. A castidade de Maria e da Igreja estão intimamente ligadas ao Senhor Jesus. Consequentemente, “a Igreja não poderia ser virgem, se não tivesse por Esposo o Filho da Virgem, a quem se entrega”8.

A fé de nossos irmãos protestantes na divindade de “Jesus Cristo, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria”, é a mesma “fé da Igreja antiga, expressa em todas as suas liturgias que dão a Maria o título de ‘sempre virgem’, reconhecida com unanimidade pelas igrejas locais antes da ruptura do século XVI, reconhecida igualmente pelos primeiros reformadores”9. Contudo, com o passar do tempo, a mariologia dos protestantes distanciou-se bastante daquela dos primeiros reformadores. Isto se reflete nas atuais controvérsias bíblicas, por parte de alguns protestantes, sobre os irmãos de Jesus10, que põe em dúvida a virgindade perpétua da Mãe do Senhor. Ao contrário do que alguns pregam hoje, “os reformadores haviam compreendido o termo irmãos (adelphoi) no sentido de primos e pregaram com nuança sobre a virgindade perpétua de Maria”11.

Portanto, mais do que estado e privilégio, a virgindade perpétua de Nossa Senhora se insere no mistério de Cristo. A virgindade de Maria aponta para a sua entrega total ao desígnio de Deus e para a sua maternidade espiritual sobre toda a Igreja. Nesse sentido, a Virgem Mãe da Igreja é modelo para todos que consagram suas vidas a Jesus Cristo e ao anúncio do Evangelho. Pois, como a Mãe de Jesus, temos a vocação de virgem e mãe, pois a Igreja também é virgem e mãe. Em Maria, temos o modelo, por excelência, da virgindade e da maternidade que todos os cristãos, especialmente aqueles que livremente se consagram pelo voto de celibato, são chamados a exercer. Com Maria, aprendemos que a virgindade pura significa a integridade da fé, da esperança e da caridade, à qual todos nós somos chamados. Com ela, também aprendemos aquela maternidade espiritual que gera os verdadeiros irmãos de Cristo: aqueles que fazem a vontade do Seu Pai, que está nos céus12.

Nossa Senhora, Mãe da Igreja, rogai por nós!

Fonte: Canção Nova

Encontro Nacional reunirá representantes de Congregações, Movimentos e Novas Comunidades



A Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude da CNBB estará presente no 18ª Encontro Nacional de Adultos de Congregações, Movimentos e Novas Comunidades. O evento acontecerá de 19 a 21 de setembro, no Instituto Teológico Pio XI, em São Paulo. São esperados mais de cem participantes para a reflexão sobre a “Revitalização da Pastoral Juvenil”, conforme orientações do Estudo 103 da CNBB “Pastoral Juvenil: identidade e horizontes”.

Durante a formação, estão previstos outros temas como “Cultura Juvenil Vocacional”, “Missão das Congregações”, “Construção dos Projetos das Novas Comunidades” e “Movimentos no campo Pastoral Juvenil”, “Mesa da Juventude”, “Projeto dos 300 anos da imagem de Nossa Senhora Aparecida”. A proposta do encontro consiste em estabelecer comunhão dos trabalhos de evangelização da juventude com as Congregações, Movimentos e Novas Comunidades presentes na Igreja no Brasil.
Com informações da Comissão para a Juventude.
CNBB